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domingo, 31 de dezembro de 2017

Metal em 2017


Malditos sejam!!!

Ressuscitando esse pútrido site zumbi que mantém essa carcaça nojenta vagando pela eternidade.

Esse ano foi único nessa trajetória no underground. Tanto na Human Plague, totalmente focados em lapidar os sons pro álbum que sai em 2018 (tanto que nem fizemos muitos shows), quanto principalmente na novidade, a estreia do programa Guilhotina na Rádio Armazém, que foi uma baita experiência e espero que continue tão massa assim em 2018.

O ano não foi só de coisa boa, é claro, e pelo menos aqui em Santa Maria tivemos uma queda vertiginosa de eventos e locais que apoiam o metal. Reflexo do próprio público, que existe, mas que frequenta cada vez menos os eventos. Enfim, não cabe ficar reclamando hoje tudo que já reclamei durante o ano, só espero que isso seja algo que mude bastante.

Ouvi tanta coisa nesse ano, que resolvi fazer não uma lista dos melhores ou algo assim, porque eu acho que não conseguiria classificar por ter tido tanto material de qualidade, e se fosse algo como um "Top 10", MUITA coisa boa ia ficar de fora. A ideia então é comentar alguns álbuns LANÇADOS EM 2017 que ouvi durante esse ano, o que achei muito bom, mais ou menos e o que decepcionou. Breves comentários em cada, porque no final das contas deu um monte de coisa. 66, cabalístico, e olha que eu só contei depois de fazer toda a lista. E mais uma vez, pra não classificar em alguma ordem de o que eu gostei mais, deixei em ordem alfabética.

Linkei cada banda pra página do Metal Archives, caso queiram fuçar mais, ver discografia, links, membros, etc. Coloquei também logo abaixo de cada comentário o álbum completo ou pelo menos uma música do disco. Deu trabalho, então aproveitem!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Carnaval metal na Alemanha

Quem acompanha o Zumbi Gordo (se é que tem alguém mesmo), sabe que eu sempre tenho coisa atrasada pra postar. Então, mostro-lhes algumas coisas sobre o carnaval na Alemanha. Sim, eles também "comemoram" o carnaval, mas é muito diferente do que estamos acostumados no Brasil. E eu digo com toda a certeza, que é muito melhor!

Bonn, onde a gente mora, tem o carnaval bem forte. É quase uma semana de festa todos os dias em todos os bares da cidade e em Colônia, que é 30 km daqui, tem um dos principais carnavais do país. Tá, mas e aí, o que tem de tão diferente?

Primeira coisa: aqui não existe samba! O que já é um grande passo pra coisa ser muito melhor. Eles tem músicas próprias da época, que são tipo umas marchinhas misturadas com umas batidas eletrônicas... enfim, música bem popular, extremamente chicletona.

Durante todos esses dias, tem um monte de festas em bares e boates, e todo mundo, eu disse todo mundo mesmo, anda fantasiado. Na segunda, que é chamada de "segunda-feira das rosas" (Rosenmontag) tem o desfile. Nesse dia é feriado e todo mundo fica fazendo festa. E é tri massa, completamente diferente do que estamos acostumados. A gente mora no centro, na cidade velha (Altstadt), e a rua aqui de casa é um dos pontos principais do desfile.

No começo da manhã as ruas já enchem de gente de todas as idades, e como eu disse, todos fantasiados. As ruas são fechadas pra circulação normal de carros, sendo utilizadas pro desfile. Pelo que eu entendi, são escolas, associações, entidades, empresas, enfim... grupos que compõe as "alas" do desfile. Não tem coisas como escolas de samba. Todos estão participando juntos.

Alguns vem com banda, com carros alegóricos, com vestimentas tradicionais de determinada etnia, e por aí vai. Mas o que há em comum é que todos desfilam atirando doces pras pessoas. E não só doces, tem também bolsas, bichos de pelúcia e outras coisas.

domingo, 2 de agosto de 2015

Hard Rock Zombies (1985) - Tosqueira musical insana [Terça Trash]

Esse filme... ah, esse filme! Transbordando insanidade! Eu realmente nem sei por onde começar. 

Conhecia só de nome, e em "homenagem" ao Dia Mundial do Rock (mas que só no Brasil dão "importância"), resolvi assistir e resenhar. Grata surpresa! Uma das maiores trasheiras envolvendo música que eu já tive o prazer de assistir!

Hard Rock Zombies foi dirigido e escrito por Krishna Shah, indiano vivendo nos EUA, que no início da carreira fez filmes premiados e muito bem falados. Por alguma loucura dele, e pra nossa felicidade, o cara se meteu a fazer cinema cara de pau. Além desse filme aqui, também fez American Drive-In, uma comédia adolescente. No roteiro, teve ajuda de David Allen Ball, em ambos os filmes.

No elenco, a maioria sem uma carreira expressiva. Na verdade, a maioria fez bem pouca coisa. O mais "famoso" entre eles é Phil Fondacaro, o anão que já fez um monte de filmes. Interpretando o vocalista da banda, está E.J. Curse (creditado como E.J. Curcio), que não fez nenhum grande filme, mas é músico, e além de ter a banda Silent Rage (com seu auge, apesar de não muito expressivo, nos anos 80), atualmente é baixista da banda de Gilby Clarke (que tocou no Guns 'n Roses, Rolling Stones, entre outras).

Poster:


Sinopse:
Uma banda de hard rock viaja para uma remota cidade do interior para uma apresentação. Apesar dos estranhos habitantes da cidade, a banda parece não se intimidar e o vocalista se apaixona por uma jovem pacata chamada Cassie. Após a banda ser assassinada por psicopatas, Cassie invoca a banda direto do túmulo para salvá-la.
E o trailer:


O filme é uma mistura de tudo que o diretor pensou em uma tempestade de ideias malucas. Temos uma banda de rock, uma família psicopata, pessoas ultra conversadoras, zumbis toscos, e por aí vai. Tem vezes que o negócio surpreende, mostrando umas figuras ainda mais bizarras que não se sabe o motivo delas estarem presentes.

O andamento não é muito rápido. Mesmo acontecendo um monte de coisa diferente, tem vezes que o filme fica meio parado, chatinho até. Os momentos musicais levam incontáveis minutos. Sério, toda vez que a banda toca uma música, ela toca por inteiro! Mesmo assim, não chega a ser cansativo, temos bobagens acontecendo o tempo todo no filme.


Hard Rock Zombies é daqueles que tem total consciência do que são. Nunca se leva a sério (e nem deveria), conseguindo assim apresentar algumas cenas completamente malucas em meio ao desenrolar da história (que é completamente insana também). Coisas como um anão zumbi atacando uma vaca ou uma velha mulher-lobo (qual seria a palavra pra uma mulher lobisomem?) que ataca com facas.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Hatefest!

Postagem bem atrasada, mas antes tarde do que nunca! Dia 5 de abril, domingo de páscoa, fomos até Essen, no HateFest! No cast, as bandas Six Feet Under, Marduk, Vader, Hate, e como Essen era uma das cidades com "show extendido", ainda tinha as bandas Eisregen e Debauchery!


Os ingressos foram comprados online, e custaram 40 euros cada. Aqui é muito comum isso de comprar online e imprimir o comprovante em casa mesmo. Não tem um monte de burocracia nem de taxas extras.

Dessa vez, nossa ida até Essen foi por um caminho diferente. Fomos de Bonn até Colônia, mas não pegamos o trem que vai até Essen. Fomos com um outro até Dusseldorf, e de lá pra Essen, indo por outros lugares. O tempo de viagem foi praticamente o mesmo, então tanto faz.

Cartaz do Hatefest

Com o nome do local e o mapa carregado no celular, partimos da estação central. Sorte que dessa vez não tinha uma chuvarada, e fomos a pé mesmo. Logo na saída, fomos abordados por um grupo de pessoas que pareciam saídas de um filme trash dos anos oitenta. Quatro headbangers muito engraçados. Eles estavam meio perdidos, sem saber onde era o local do show, e eu acabei servindo de guia até lá. Mas pelo menos eram gente boa, ganhamos até chocolate. Um dos caras era russo, e tinha um sotaque muito engraçado.

Depois de uma boa caminhada, chegamos! Mas ainda era muito cedo, e como não tinha nada pra fazer (tudo em volta tava fechado, era domingo), entramos no local, já que as portas estavam abertas. Lá dentro, estava sendo montada a área de merchandising, e recém estavam fazendo passagem de som. Isso mesmo, nós chegamos na hora da passagem de som! No salão principal, meia dúzia de roadies atirados pelo chão, incluindo uma mulher dormindo dentro de um case de bumbo!

Não demorou muito pra sermos abordados por um cara perguntando se a gente tinha o passe pros bastidores. A gente disse que não, que só tínhamos os ingressos, e como tava aberto, a gente entrou. Ele então disse que a gente ia ter que sair, que a entrada ia abrir dali há algumas horas, do outro lado. E aí fecharam as portas, pra não deixar ninguém mais "invadir" o local.

Pelo menos vou poder contar a história de quando fui expulso da passagem de som do Six Feet Under! hehehehe

sábado, 9 de maio de 2015

Hate Celebration Fest

Hoje, 9 de maio, acontece em Santa Maria - RS a primeira edição do Hate Celebration Fest. O festival de metal surgiu de uma parceria entre a Human Plague e Eduardo Staudt, proprietário do Studio Top (mais conhecido como "estúdio do beco") e do Havanna's Eventos, o local da cidade onde mais acontecem eventos voltados a esta vertente musical (praticamente o único).

O cast conta com as bandas Diablerie Progenie, War of Words e Human Plague.

O evento começa as 21 horas, e o ingresso antecipado (que pode ser adquirido com as bandas ou no beco) custa R$10. Durante o festival será sorteada uma tatuagem, a ser feita pelo tatuador Diogo Frontera.

Cartaz da primeira edição do festival

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Epica e Dragonforce em Colônia

Dia 31 de janeiro teve show do Epica em Colônia, com abertura da Dragonforce e a total desconhecida (pelo menos pra mim) Diablo Blvd. Devo admitir que nunca tinha ouvido Epica na vida, só sabia que era uma banda com uma mulher no vocal (cantando com voz limpa, o suficiente pra eu não querer escutar).

Mas acontece que o orientador da Priscilla aqui na Alemanha é fã de metal, e o Epica é a banda favorita dele. E ele nos convidou pra ir no show, e aceitamos.

Chegando no local, já tinha uma fila grandinha esperando pra entrar. O local é grande, perto do rio, onde pelo jeito seguidamente acontecem shows. E o frio tava forte!


quarta-feira, 25 de março de 2015

Cunning Stunts - Metallica Cover em Colônia!

Fomos convidados a ir no show da Cunning Stunts, banda cover de Metallica. O guitarrista da banda é brasileiro (mas morou a vida toda na Alemanha), e toca também na Steorrah. Fomos lá conferir o show dos caras, que são conhecidos por fazer um cover competente.

Não foi tão barato, comparando com outros eventos que fomos, mas nada abusivo também. O lugar tinha um bom espaço e um palco legal. Havia uma banca com alguns produtos da banda, como camiseta e poster.

Pouco depois que chegamos, a banda de abertura tocou. Radiation era o nome, e eu não achei nenhum site ou algo assim deles. O som dos caras é um thrash bem competente, sem muita frescura e com um vocal mais rasgado. Gostei da banda. Só achei estranho que a baixista tava com os dedos amarrados com uma fita, pra segurar a palheta.

Perto do fim do show, voou um sutiã no palco, até dá pra ver numa das fotos o vocalista com ele pendurado no braço.

O show foi meio curto, e pena que não achei nada da banda, gostaria de ouvir alguma gravação.








sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Inked in Blood - Europe Tour 2015: Obituary, Mpire of Evil, Dust Bold e Posthum

[um MONTE de imagens no final do post]

Dia 15 de janeiro começou a "Inked In Blood Tour 2015" na europa, com as bandas Mpire of Evil, Dust Bolt, Posthum, Rotting Repugnancy e como headliner o Obituary.


A primeira cidade a receber os show foi Essen, que fica cerca de 100km de onde estamos morando. Com a facilidade e eficiência dos trens, decidimos ir. O ingresso era 23€, e foi comprado pela internet. Só precisamos imprimir o comprovante, muito fácil. Nada de ficar esperando ser entregue pelo correio.

Levamos umas duas horas pra chegar lá, com todas as paradas. Vale dizer que passamos por Düsseldorf, e a cidade é gigante! Acho que tinha umas 10 estações pra atravessar a cidade (fiquei sabendo depois que é a capital do estado).

Com tudo planejado via google maps, levaríamos uns 15 minutos caminhando da estação central até o local do show. O que não havíamos planejado era a chuva que estava caindo. E que CHUVA! Completamente das chuvas que temos aqui em Bonn.

Na frente da estação haviam vários taxis. A primeira coisa que pensamos foi que, ao verem que a gente era "turista", iam acabar cobrando os olhos da cara ou ficar dando volta pra contar mais no taxímetro. Perguntei pra taxista quanto daria e ela respondeu que ficaria em torno de 7€. Com aquela chuvarada toda, não tinha o que reclamar, fomos de taxi. E a motorista bem simpática, por sinal, foi conversando durante o caminho, e chegando lá deu realmente o preço que ela tinha dito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Rhein in Blood XX - Metal extremo às margens do Reno!

Antes mesmo de chegarmos na Alemanha, eu já tinha pesquisado locais e eventos onde rola metal por aqui. Descobri o Valhalla em Colônia, e através dele fiquei sabendo do Rhein in Blood, um festival que acontece a cada dois meses, com bandas de metal extremo da região.


Dia 12 de dezembro era o próximo, e a ida era certa. A gente ainda não tinha ido até Colônia, então a ajuda do google maps era essencial. Chegando na estação em Bonn, ao pedir informações sobre o trem, a atendente sugeriu que a gente comprasse o ticket que era válido para quatro "usos", ou seja, duas pessoas poderiam ir e voltar.

Foi a primeira (e por enquanto a única) vez que pegamos o trem lotado, parecia um dos ônibus que vão pra UFSM. Depois de meia hora, mais ou menos, estávamos na estação em Colônia. Era noite, estava chovendo e não sabíamos a direção certa, só que deveríamos pegar um ônibus perto da estação, que nos levaria até perto do local.

perdidos, mas tirando foto. tem muita igreja massa por aqui!
Começamos a andar na chuva, procurando a parada de ônibus. Caminhamos por meia hora, até chegar novamente na estação de onde havíamos saído. Caminhamos em círculos, que merda! E então olhamos pro outro lado, e tava bem ali a parada de ônibus! Chegamos na parada, junto com o ônibus.

Ao chegar na parada indicada, fomos seguindo um pessoal que desceu junto e que pareciam que também iam pro festival. Andamos pouco, passando por baixo de uma ponte enorme (que é a que atravessa o rio), e achamos o lugar.

Chegamos por volta das 20h. A entrada custava 4€ por pessoa. O local é em um parque, próximo da margem do rio. Era possível ver ele da janela no bar. O interessante do lugar é que tem ambientes separados. Logo na entrada tem o bar, com umas mesas, cadeiras e bancos. Mais adiante, tem um corredor, onde haviam bancas vendendo materiais das bandas, além de cds e patches em geral. E nesse corredor, tinha o acesso a outra sala, que era onde ia acontecer os shows. Tudo já montado, e a primeira banda terminando os preparativos pra tocar.

No corredor havia um cabide com um monte de jaquetas penduradas, o que é um costume por aqui. Na rua é bem frio, e dentro dos locais sempre é muito bem isolado e tem aquecimento, então a galera larga suas roupas sem preocupação nenhuma.

Quando a primeira banda subiu no palco, não tinha muita gente ainda. O som a Ius Talionis é um black metal ríspido, reto e rápido. Todos de corpse paint e indumentária característica do estilo. Achei o show deles curto, tocaram acho que umas 4 ou 5 músicas, sendo que um dos guitarristas não tocou uma e na última música teve a participação de outro cara.



A segunda banda a tocar foi a Five Dollar Crackbitch, com um death metal rápido e com bastante peso. Destaque pro vocal do cara, bem massa.



Em seguida, veio a Nidahl, também com um black metal rápido, e com toda a caracterização. O show deles teve uma pequena pausa, pois a pele do bumbo rasgou. Rapidamente os organizadores trouxeram outro bumbo, montaram tudo e seguiu o baile. Vale a pena mencionar que nesse show não se via o baterista nem o baixista, que estavam no fundo do palco, porque tinha MUITA névoa. Aquela máquina nunca deve ter trabalhado tanto!



A última banda a tocar foi a Skum, a única da cidade mesmo. Assim, muita gente já conhecia a banda e foi a que mais movimentou o público. A banda também toca death metal, mas com uma sonoridade mais "moderna", com mais melodia e alguns vocais menos guturais, mas também não limpos.



Essa foi a única a tocar cover, encerrando seu show com Territory, o que fez a gente se sentir em casa hehehe. Sepultura é senso comum por aqui quando se fala em Brasil.




O público apoiou as bandas durante os shows, e mesmo não estando lotado de gente, tinha um bom público pra um dia frio e chuvoso (se bem que frio, sempre é hehe). Eu esperava ver mais gente, mas ainda assim, foi bom. Vale dizer que o palco, a iluminação, o som e a equalização estavam muito bons. Muito diferente do que a gente normalmente vê em eventos do mesmo porte no Brasil.

Aproveitei a noite também pra fazer uma propaganda da Human Plague.

Uma das figuras de destaque é o tiozinho que aparece em alguns vídeos, agitando de monte, "cantando" todas as músicas e as vezes querendo aparecer mais que os caras das bandas. Pelo jeito é figura certa na noite metal da cidade, pois encontramos ele também no dia que estivemos no Valhalla.

Assim que acabou a última banda, muita gente começou a ir embora, e como ainda tínhamos que pegar o trem de volta, sem saber exatamente qual, fomos também. Tomando como referência um prédio bem alto que tem do lado da estação, fomos caminhando até lá. Descobrimos o trem e o horário e ficamos esperando na estação tentando espantar o frio e os ratinhos que vivem pelos trilhos.

no caminho pra estação, um outdoor do AC/DC. não é em qualquer lugar que se vê um desses!
No próximo Rhein in Blood, estaremos novamente lá, com certeza. E viva o underground!

Ao som de Skum - Prašina.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Metalbörse, a maior feira de metal da Europa!

Todo ano, depois do natal, acontece em Colônia o Metalbörse, uma feira de produtos (cd, camisetas, patches e um monte de coisa) relacionados com o metal. É um evento itinerante, considerado o maior da Europa. E é claro que a gente não poderia perder isso!

flyer do evento
Fomos com a intenção de ver como era a tal feira, e levar uns cds da Human Plague pra divulgar e fazer umas trocas. O lugar é longe da estação central, mas paramos lá pra fazer uma visita na catedral da cidade, que fica bem em frente da estação e é impressionante. Pretendemos visitar ela outras vezes, pra tirar umas fotos, conhecer todo o lugar e ver a parte que é museu. Isso certamente vai render um post específico futuramente.

Catedral de Colônia
A igreja é gigante, muito alta, com a construção tomada de detalhes. Esculturas de pessoas, santos, gárgulas, animais e muitas coisas interessantes em toda a volta dela. Parece o castelo de algum chefão do mal de um jogo de fantasia medieval.

Depois dessa parada, fomos até outra estação, e de lá continuamos a pé. Como a gente não sabia onde era, o google maps foi nos guiando, como de costume já nas andanças por aqui. Suspeitávamos que teria alguma linha de ônibus até lá, mas sem conhecer as coisas por aqui, fica difícil. Fomos caminhando mesmo.

Passamos por baixo de uns viadutos gigantes, uns estacionamentos completamente vazios, um parque com um monte de árvores secas, até finalmente encontrar civilização novamente. Aí ficou mais fácil. Depois de almoçar, achamos o lugar.

hall de entrada, cheio de material
Custava 3,50€ pra entrar. Logo no início já havia umas coisas interessantes, como umas estatuetas de gárgulas, chifres pra beber e outras coisas assim. Nas bancas mais adiante, tinha camisetas, CDs e LPs. Olhamos as camisetas, mas não tinha nada muito bom. Já nos cds, encontramos coisas excelentes, por preços tão bons quanto. Por exemplo, tinha vários do Amon Amarth por 5€ cada um. Eram usados, mas em bom estado. A vontade era comprar todos na mesma hora. Mas deixamos pra primeiro conferir o restante da feira e depois ver onde gastar (e isso que a ideia inicial era só ver hehe).

Numa dessas bancas da entrada, tinha tudo quanto era coisa de death/grind/thrash. Inclusive algumas bandas brasileiras que o cara não acha tão fácil no Brasil (pelo menos não em Santa Maria e outros lugares que já procurei CDs), como Corpse Grinder, Vulcano, entre outras. Primeiras compras: "Criminal - Akelarre" e "Amon Amarth - Fate of Norns".


Continuando a jornada, logo em seguida tinha uma banca especializada em black metal. Muita coisa boa e muita coisa extremamente underground, e com preços mais salgados. Como a maioria das bancas, essa também tinha vários LPs, e o que chamou atenção logo de cara foi o clássico "Burzum", da banda homônima. O preço: 120€!

o primeiro nessa caixa vermelha é o "Burzum"
Outro item que chamou atenção foi o álbum "Wicca", da brasileira Mystifier. E bem cotado, 60€. Além desses caros e raros, tinha muita coisa mais acessível e tão foda quanto.

mais um monte de vinil

Fiquei impressionado com a quantidade de vinil muito massa que tinha lá. Muita coisa, muita qualidade, e com preços excelentes. Coisas como AC/DC por 3€, passando por clássicos como Metallica e Iron Maiden por 10€ em média, até lançamentos novos por bons preços também. Tanto novos como usados. Nunca comprei um vinil, nem tenho aparelho pra escutar. No Brasil são caros, e não se acha com tanta facilidade. Mas vendo essa quantidade toda, deu vontade de comprar só LPs!

Quanto as camisetas, muita coisa também. Os preços eram em média 15€. Claro que tinha um monte de camiseta que a gente vê em tudo quanto é loja, mas também tinha umas coisas diferentes, de bandas mais underground, estampas especiais, etc.


Seguindo o corredor tinha um bar, com um pessoal tomando trago, e continuavam as bancas. Mais uma penca de coisa massa. Numa dessas eu achei o "Cereal Killer" do Green Jelly, por 5€! Ia comprar, mas acabamos deixando.


Até aí, já tínhamos visto várias coisas legais, comprado uns cds, e então nos deparamos com uma porta que dava em um salão CHEIO de coisa! Tinha umas 10 vezes mais coisas do que a gente já tinha visto!

Começamos indo pra esquerda, e logo de cara já tinha um monte de jaquetas de couro e outras roupas. Mas essas passamos, pois não era tanto o nosso foco nem o nosso orçamento.

salão principal do evento, com uma enorme quantidade de material

Nem preciso ficar falando mais que tinha uma porrada de coisa né? Pois é, tinha uma enorme quantidade de tudo! E a cada lugar, a gente achava materiais diferentes, ou mais baratos.

Seguindo adiante, tinha um lugar com muitos patches bons e um monte de camisetas. Quase comprei uma do Death, que eu quero faz tempo, mas deixei. Gastei a grana da camiseta em CDs, que a camiseta é mais fácil de achar depois.



Vi muita gente chegando com listas dos álbuns que estavam procurando. E outras garimpando coisas aleatórias também, como foi o meu caso, que peguei coisas que achei interessante, sem ter planejado previamente achar determinado disco.

Interessantes também eram os caixotes com promoções. Camisetas por 3€ e coisas assim. No geral não eram muito legais, mas tinha coisa boa no meio também.

eu já disse que tinha muita coisa? hehe
Paredes e caixas cheias de patches fodas e com preço bom. De tudo quanto era tamanho também, de bem pequenos e baratos até uns grandões pra encher as costas de uma jaqueta, mais caros. Acabamos comprando até uns patches.



Mas o que eu gostei mesmo, e onde acabei comprando mais coisa, foi numa banca com CDs por 2,5€. De início, achei que ia ser só coisa ruim, como já tinha visto em outros balaios de promoção. Mas dessa vez não. Achei um monte de coisa de primeira, como "Arise" do Sepultura, "Christ Illustion" do Slayer, "Blacken the Angel" do Agathodaimon (um dos primeiros cds de black metal que eu ouvi quando adolescente), "We are the Nightmare" do Arsis, em edição especial com DVD, entre outras coisas. Comprei vários, e a vontade era comprar mais um monte de coisa que tinha lá. A maioria era novo e lacrado, mas tinha também alguns usados, como o do Sepultura.



E depois, ainda achei uma especializada em death/black, por 5€! Muita coisa de primeira também! A vontade era comprar mais um monte, mas já tinha gastado demais pra quem não pretendia gastar nada. Peguei o "La Muerte" do Gorefest, lacrado, edição especial com DVD também. E parei de gastar.















Já era quase hora de terminar a feira, encerramos nossas compras. Então acabei encontrando o Steffen, um cara aqui de Bonn, guitarrista da Destroyer, com quem já tinha conversado pelo facebook logo que cheguei em Bonn. Ele e outros amigos que estavam junto nos convidaram pra ir pro Valhalla, um bar de Colônia não muito longe dali, onde só toca metal e tem noites especiais temáticas com determinados estilos todas as sextas.

Fomos pra lá e o bar é muito massa! Ambiente legal, com várias mesas, sonzeira rolando, iluminação baixa. Muito bom mesmo. Com certeza vamos voltar.


Depois de um dia cheio de coisas, voltamos pra Bonn junto com os alemães que seguiam enchendo a cara de cerveja. E mesmo tendo feito tudo isso, chegamos em casa antes das 22h. Aqui as coisas são bem diferentes!

Ao som de Mandatory - Deeds of Death:

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Metal Open Air: Dia 3 - Turismo Open Air

Com o fracasso do segundo dia, mas sem ter notícias oficiais do evento, fiquei aguardando notícias novamente. "Dessa vez eu descubro que ônibus vai até lá e vou sozinho, se necessário. Mas não vou perder mais um dia do festival". Foi o que eu pensei. Mas não demorou muito pra oficialmente o evento ser cancelado de vez.

Depois de muita cara de pau, os "responsáveis" pelo festival soltaram uma nota cancelando o terceiro dia. Do jeito que aconteceu, esse festival não deveria nem ter começado. Não tinham dinheiro pra nada. Não pagaram as bandas, o som, a estrutura, etc. Tinha tudo pra ser um evento memorável, pra acontecer todos os anos. Mas eles conseguiram entrar pra história do metal nacional, só que de uma maneira bem ruim.

propaganda do maior engodo das Américas



aeroporto cheio de gente, muito acampados lá na frente


Aproveitamos o domingo pra fazer turismo. Andamos pelo centro histórico, mercado público e em vários pontos da cidade. As pessoas são muito legais, mas não posso dizer o mesmo do lugar. É uma pena, porque é uma cidade histórica, só que muito mal conservada, pra não dizer "jogada às traças".

as mais diferentes cachaças


mapa do centro histórico


cardápio do dia



o famoso "Guaraná Jesus". Rosa, com cheiro de xarope infantil pra tosse e bem ruim


cartaz de um evento passado com bandas de metal extremo. Devia estar melhor que o MOA hehe


de novo no Tapuias, o botecão massa!




e alguns dias depois, finalmente voltando pra casa




O que aconteceu de melhor no festival foi ver o comportamento do público. Ao contrário do que todo mundo imaginava, não teve nenhum quebra-quebra, protestos violentos, nem nada do tipo. Eu não cheguei a ver nenhuma briga acontecendo no festival. Isso só prova que o estereótipo de headbanger arruaceiro é muito furado.

Todos os participantes do festival foram orientados a ir no Procon fazer uma queixa. Eu já botei isso em prática, espero que dê em alguma coisa.

Finalizando a aventura: foi uma aposta. Poderia ganhar ou perder e infelizmente, perdi. Da próxima vez, ficarei com um ou até os 2 pés atrás antes de resolver ir em um evento desse porte.


Se liga na história toda:
Dia 0 - Muita expectativa!
Dia 1 - Capenga, mas rolou
Dia 2 - Fim?!