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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Hatefest!

Postagem bem atrasada, mas antes tarde do que nunca! Dia 5 de abril, domingo de páscoa, fomos até Essen, no HateFest! No cast, as bandas Six Feet Under, Marduk, Vader, Hate, e como Essen era uma das cidades com "show extendido", ainda tinha as bandas Eisregen e Debauchery!


Os ingressos foram comprados online, e custaram 40 euros cada. Aqui é muito comum isso de comprar online e imprimir o comprovante em casa mesmo. Não tem um monte de burocracia nem de taxas extras.

Dessa vez, nossa ida até Essen foi por um caminho diferente. Fomos de Bonn até Colônia, mas não pegamos o trem que vai até Essen. Fomos com um outro até Dusseldorf, e de lá pra Essen, indo por outros lugares. O tempo de viagem foi praticamente o mesmo, então tanto faz.

Cartaz do Hatefest

Com o nome do local e o mapa carregado no celular, partimos da estação central. Sorte que dessa vez não tinha uma chuvarada, e fomos a pé mesmo. Logo na saída, fomos abordados por um grupo de pessoas que pareciam saídas de um filme trash dos anos oitenta. Quatro headbangers muito engraçados. Eles estavam meio perdidos, sem saber onde era o local do show, e eu acabei servindo de guia até lá. Mas pelo menos eram gente boa, ganhamos até chocolate. Um dos caras era russo, e tinha um sotaque muito engraçado.

Depois de uma boa caminhada, chegamos! Mas ainda era muito cedo, e como não tinha nada pra fazer (tudo em volta tava fechado, era domingo), entramos no local, já que as portas estavam abertas. Lá dentro, estava sendo montada a área de merchandising, e recém estavam fazendo passagem de som. Isso mesmo, nós chegamos na hora da passagem de som! No salão principal, meia dúzia de roadies atirados pelo chão, incluindo uma mulher dormindo dentro de um case de bumbo!

Não demorou muito pra sermos abordados por um cara perguntando se a gente tinha o passe pros bastidores. A gente disse que não, que só tínhamos os ingressos, e como tava aberto, a gente entrou. Ele então disse que a gente ia ter que sair, que a entrada ia abrir dali há algumas horas, do outro lado. E aí fecharam as portas, pra não deixar ninguém mais "invadir" o local.

Pelo menos vou poder contar a história de quando fui expulso da passagem de som do Six Feet Under! hehehehe

sábado, 9 de maio de 2015

Hate Celebration Fest

Hoje, 9 de maio, acontece em Santa Maria - RS a primeira edição do Hate Celebration Fest. O festival de metal surgiu de uma parceria entre a Human Plague e Eduardo Staudt, proprietário do Studio Top (mais conhecido como "estúdio do beco") e do Havanna's Eventos, o local da cidade onde mais acontecem eventos voltados a esta vertente musical (praticamente o único).

O cast conta com as bandas Diablerie Progenie, War of Words e Human Plague.

O evento começa as 21 horas, e o ingresso antecipado (que pode ser adquirido com as bandas ou no beco) custa R$10. Durante o festival será sorteada uma tatuagem, a ser feita pelo tatuador Diogo Frontera.

Cartaz da primeira edição do festival

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Rhein in Blood XX - Metal extremo às margens do Reno!

Antes mesmo de chegarmos na Alemanha, eu já tinha pesquisado locais e eventos onde rola metal por aqui. Descobri o Valhalla em Colônia, e através dele fiquei sabendo do Rhein in Blood, um festival que acontece a cada dois meses, com bandas de metal extremo da região.


Dia 12 de dezembro era o próximo, e a ida era certa. A gente ainda não tinha ido até Colônia, então a ajuda do google maps era essencial. Chegando na estação em Bonn, ao pedir informações sobre o trem, a atendente sugeriu que a gente comprasse o ticket que era válido para quatro "usos", ou seja, duas pessoas poderiam ir e voltar.

Foi a primeira (e por enquanto a única) vez que pegamos o trem lotado, parecia um dos ônibus que vão pra UFSM. Depois de meia hora, mais ou menos, estávamos na estação em Colônia. Era noite, estava chovendo e não sabíamos a direção certa, só que deveríamos pegar um ônibus perto da estação, que nos levaria até perto do local.

perdidos, mas tirando foto. tem muita igreja massa por aqui!
Começamos a andar na chuva, procurando a parada de ônibus. Caminhamos por meia hora, até chegar novamente na estação de onde havíamos saído. Caminhamos em círculos, que merda! E então olhamos pro outro lado, e tava bem ali a parada de ônibus! Chegamos na parada, junto com o ônibus.

Ao chegar na parada indicada, fomos seguindo um pessoal que desceu junto e que pareciam que também iam pro festival. Andamos pouco, passando por baixo de uma ponte enorme (que é a que atravessa o rio), e achamos o lugar.

Chegamos por volta das 20h. A entrada custava 4€ por pessoa. O local é em um parque, próximo da margem do rio. Era possível ver ele da janela no bar. O interessante do lugar é que tem ambientes separados. Logo na entrada tem o bar, com umas mesas, cadeiras e bancos. Mais adiante, tem um corredor, onde haviam bancas vendendo materiais das bandas, além de cds e patches em geral. E nesse corredor, tinha o acesso a outra sala, que era onde ia acontecer os shows. Tudo já montado, e a primeira banda terminando os preparativos pra tocar.

No corredor havia um cabide com um monte de jaquetas penduradas, o que é um costume por aqui. Na rua é bem frio, e dentro dos locais sempre é muito bem isolado e tem aquecimento, então a galera larga suas roupas sem preocupação nenhuma.

Quando a primeira banda subiu no palco, não tinha muita gente ainda. O som a Ius Talionis é um black metal ríspido, reto e rápido. Todos de corpse paint e indumentária característica do estilo. Achei o show deles curto, tocaram acho que umas 4 ou 5 músicas, sendo que um dos guitarristas não tocou uma e na última música teve a participação de outro cara.



A segunda banda a tocar foi a Five Dollar Crackbitch, com um death metal rápido e com bastante peso. Destaque pro vocal do cara, bem massa.



Em seguida, veio a Nidahl, também com um black metal rápido, e com toda a caracterização. O show deles teve uma pequena pausa, pois a pele do bumbo rasgou. Rapidamente os organizadores trouxeram outro bumbo, montaram tudo e seguiu o baile. Vale a pena mencionar que nesse show não se via o baterista nem o baixista, que estavam no fundo do palco, porque tinha MUITA névoa. Aquela máquina nunca deve ter trabalhado tanto!



A última banda a tocar foi a Skum, a única da cidade mesmo. Assim, muita gente já conhecia a banda e foi a que mais movimentou o público. A banda também toca death metal, mas com uma sonoridade mais "moderna", com mais melodia e alguns vocais menos guturais, mas também não limpos.



Essa foi a única a tocar cover, encerrando seu show com Territory, o que fez a gente se sentir em casa hehehe. Sepultura é senso comum por aqui quando se fala em Brasil.




O público apoiou as bandas durante os shows, e mesmo não estando lotado de gente, tinha um bom público pra um dia frio e chuvoso (se bem que frio, sempre é hehe). Eu esperava ver mais gente, mas ainda assim, foi bom. Vale dizer que o palco, a iluminação, o som e a equalização estavam muito bons. Muito diferente do que a gente normalmente vê em eventos do mesmo porte no Brasil.

Aproveitei a noite também pra fazer uma propaganda da Human Plague.

Uma das figuras de destaque é o tiozinho que aparece em alguns vídeos, agitando de monte, "cantando" todas as músicas e as vezes querendo aparecer mais que os caras das bandas. Pelo jeito é figura certa na noite metal da cidade, pois encontramos ele também no dia que estivemos no Valhalla.

Assim que acabou a última banda, muita gente começou a ir embora, e como ainda tínhamos que pegar o trem de volta, sem saber exatamente qual, fomos também. Tomando como referência um prédio bem alto que tem do lado da estação, fomos caminhando até lá. Descobrimos o trem e o horário e ficamos esperando na estação tentando espantar o frio e os ratinhos que vivem pelos trilhos.

no caminho pra estação, um outdoor do AC/DC. não é em qualquer lugar que se vê um desses!
No próximo Rhein in Blood, estaremos novamente lá, com certeza. E viva o underground!

Ao som de Skum - Prašina.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dark Funeral (Garganta do Diabo Festival V)

Hoje, dia 6 de dezembro, acontece a 5ª edição do festival Garganta do Diabo. E dessa vez o evento é grande, com o show do Dark Funeral!


Os suecos são um dos grandes nomes do black metal, e a expectativa pelo show é grande. Espera-se que o público lote o Skatto (o lugar mudou de última hora, ia ser no Bate-Bola), mostrando que Santa Maria tem condições de fazer parte da rota de shows de grandes bandas.


Ingresso na mão, esperando a hora de ver as bandas de abertura (Frost Despair, Southern Warfront, Postmortem e Sangria) e depois os Ineffable Kings of Swedish Black Metal!