terça-feira, 9 de janeiro de 2018

The Killer Robots! Crash and Burn (2016) Tosqueira feita em casa! [Terça Trash]

2018 começou com essa tranqueira braba. Primeiro filme trash assistido no ano tem grandes chances de ser o mais trash do ano todo!


The Killer Robots! Crash and Burn é de 2016, e é o segundo filme desses robôs, sendo o outro de 2009, e antes tinha saído um desenho animado. Não cheguei a ver nenhum dos outros, e esse foi escolhido aleatoriamente pra ser assistido. Pelo que eu descobri, os Killer Robots são uma banda americana que se apresenta assim, todos fantasiados, bem estilo Gwar, só que muito mais pobre e pior. Os caras tem um canal no YouTube bem ativo, com vídeos desde 2006 e uma série animada saindo episódios atualmente.

The Killer Robots

Gwar

A direção é por conta de Sam Gaffin, que além de ser também responsável por escrever, fazer as animações e tudo mais, também é o Auto, um dos robôs.



domingo, 31 de dezembro de 2017

Metal em 2017


Malditos sejam!!!

Ressuscitando esse pútrido site zumbi que mantém essa carcaça nojenta vagando pela eternidade.

Esse ano foi único nessa trajetória no underground. Tanto na Human Plague, totalmente focados em lapidar os sons pro álbum que sai em 2018 (tanto que nem fizemos muitos shows), quanto principalmente na novidade, a estreia do programa Guilhotina na Rádio Armazém, que foi uma baita experiência e espero que continue tão massa assim em 2018.

O ano não foi só de coisa boa, é claro, e pelo menos aqui em Santa Maria tivemos uma queda vertiginosa de eventos e locais que apoiam o metal. Reflexo do próprio público, que existe, mas que frequenta cada vez menos os eventos. Enfim, não cabe ficar reclamando hoje tudo que já reclamei durante o ano, só espero que isso seja algo que mude bastante.

Ouvi tanta coisa nesse ano, que resolvi fazer não uma lista dos melhores ou algo assim, porque eu acho que não conseguiria classificar por ter tido tanto material de qualidade, e se fosse algo como um "Top 10", MUITA coisa boa ia ficar de fora. A ideia então é comentar alguns álbuns LANÇADOS EM 2017 que ouvi durante esse ano, o que achei muito bom, mais ou menos e o que decepcionou. Breves comentários em cada, porque no final das contas deu um monte de coisa. 66, cabalístico, e olha que eu só contei depois de fazer toda a lista. E mais uma vez, pra não classificar em alguma ordem de o que eu gostei mais, deixei em ordem alfabética.

Linkei cada banda pra página do Metal Archives, caso queiram fuçar mais, ver discografia, links, membros, etc. Coloquei também logo abaixo de cada comentário o álbum completo ou pelo menos uma música do disco. Deu trabalho, então aproveitem!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Mexica, euro de raiz!

Malditos sejam!

Artigo publicado originalmente na Ludopedia.

Mexica era o último da famosa Trilogia das Máscaras que ainda não tinha visto mesa por aqui. Pra quem não conhece, essa é uma série de jogos desenvolvidos por Michael Kiesling e Wolfgang Kramer (dois baita game designers) entre 1999 e 2002, e que conta também com Tikal e Java. Há também o Torres, da mesma dupla, que é considerado por alguns como o quarto elemento da série, por ter mecânicas semelhantes.


Vou começar falando dos componentes. A caixa do jogo é retangular, comprida e baixa, bem diferente do padrão de caixas quadradas que temos hoje em dia em praticamente todas as editoras. Não é o melhor formato para guardar na estante e nem pra ter muita resistência. Mas valoriza a arte da capa, já que a caixa é grande. Como tradicional da série, o Mexica também tem um insert de plástico injetado muito bom, com espaços determinados pras peças.

O tabuleiro é grande e bem ilustrado, apesar de não ter muita coisa. Aliás, há poucas peças no jogo. Temos também tiles de canal, que são azuis (já que é água...), tokens de ponte, que eu gostei, cortados no formato e não tem como confundir com nenhuma construção, como talvez aconteça na nova edição, onde a ponte é tridimensional também. Cada jogador tem um cubinho para marcar os pontos e um Mexica, que é o seu peão, o explorador do terreno, que é só um toco de madeira. Outros componentes presentes são as fichas de ação extra, as fichas de pontuação dos distritos e os player aids. Pra finalizar em questão de componentes, há as construções, que são zigurates de 1 a 4 andares, e cumprem bem o seu papel.


Sobre a mecânica do jogo, ele é do que já podemos chamar de euro old school. Não se preocupa em ser ultra temático, não é cheio de elementos e fases diferentes... É um jogo enxuto e "elegante". Poucas e simples mecânicas, e um monte de possibilidades.

No seu turno, cada jogador tem 6 pontos de ação, e uma série de possíveis ações que pode executar. Cada uma tem um determinado custo de pontos de ação. As mais comuns são construir canais, construir/mover pontes, construir construções (sim!), movimentar o peão e fundar um distrito. Claro que cada uma das ações tem suas restrições, mas não vou entrar em detalhes aqui.


O jogo é bem dinâmico, e mesmo tendo a possibilidade de queimar uns neurônios pra otimizar as jogadas, não tem muito como ter AP. Os turnos acabam sendo até bem rápidos, e o jogo no total também. A partida acabou muito antes do que havíamos planejado.

Há espaço para boas estratégias. Pra quem conhece Carcassonne (a essa altura, alguém ainda NÃO conhece?!) e manja do golpe da fazenda, saiba que no Mexica também rola coisa parecida. Tem como aplicar o golpe do distrito, tomando o controle do local pra ficar com os pontos.


A pontuação se dá através do controle dos distritos. No início do jogo, são sorteados 8 marcadores de pontuação, que tem 3 números neles. O número maior diz qual o tamanho exato que deve ter um distrito, e para a pontuação do fim da fase. Os outros são para quando o jogador funda um distrito e para os casos de empate no momento de pontuação.

Os distritos são fechados quando uma área de terreno é cercada por canais. Para fundar um distrito, é necessário estar com o seu peão nessa área e ter um marcador com o número exato ao número de espaços no distrito. Quando faz essa ação, o jogador imediatamente recebe pontos. Mas a pontuação principal mesmo vem no final das duas fases, e é de acordo com o controle em cada distrito, ou seja, quem tiver mais "poder" em forma de construções. Pra isso, são somados os valores das construções de cada jogador, e quem controlar, leva os maiores pontos.


Uma das ações que eu não falei, e que é muito útil, é a de comprar marcadores de ação extra. Mas como assim, pagar um ponto de ação pra ter um ponto de ação?! Sim! Em alguns turnos, não há muito o que fazer na última ação, então vale muito ficar acumulando, pra mais tarde conseguir fazer jogadas grandes e tomar controle de alguns locais.


Nessa nossa partida (que foi entre 3 jogadores), o vencedor fez 126 pontos, contra 106 dos outros, empatados. Em caso de empate, quem tiver mais fichas de ação, ganha. Esses 20 pontos de diferença não são muita coisa, em poucos distritos já se faz essa diferença.

O veredito final é que o jogo é muito bom! É rápido, tem uma boa dose de estratégia, bonito... Não sei se a nova edição tem alguma diferença de regras (eu acho que não, já é tudo redondinho), e sei pouca coisa de diferença entre componentes. Pra quem gosta de euros enxutos, vale muito a pena adicionar na coleção, e já esperar o relançamento dos outros (principalmente do Tikal, que é sensacional)!



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Joguei Scythe! Mas e aí?!

Maaaaaalditos sejam, seres decrépitos!

Artigo publicado originalmente na Ludopedia.

Finalmente joguei Scythe, o tão falado euro com pancadaria que ficou famosão por causa da arte linda que tem. E realmente, a arte do jogo é bonita demais!

Joguei uma partida entre 4 pessoas, onde 2 já haviam jogado e 2 não. Sorteamos os tabuleiros individuais e as nações. Fiquei com a Rússia... quer dizer... Rusviet Union. Cada uma das nações possui alguns poderes diferentes, um deles ativo sempre e outros que vão sendo liberados na medida que vamos construindo os mecas. Achei isso legal, pois te força a pensar em qual ordem é mais interessante ir liberando esses poderes.

Há também o tabuleiro individual com as ações. Todos tem as mesmas ações disponíveis, mas são todos diferentes entre si, seja em alguns bônus que as ações podem dar ou no agrupamento de ações de maneira diferente. Cada bloco possui duas ações diferentes. Ao selecionar um bloco, é possível fazer tanto só uma como ambas as ações. Isso aí também funciona de um jeito interessante, pois é sempre interessante conseguir usar as duas ações no mesmo turno.

Na parte de cima, é possível receber recursos, ganhar popularidade, aumentar o poder militar, comprar cartas de combate, mover, ganhar dinheiro e produzir recursos nos terrenos que controla. Na parte de baixo, há as opções de fazer upgrade das ações, liberar mecas para o mapa, construir estruturas e "recrutar".


No mapa, que é onde o principal do jogo acontece, há diversos territórios, cada um produzindo algum tipo de recurso. Cada trabalhador em um território produz uma unidade do recurso na fase de produção, simples assim. Pra cada trabalhador em uma vila, um novo trabalhador é retirado do tabuleiro individual e vai para o mapa.

No início da partida, cada jogador recebe dois objetivos, e pode cumprir um deles. Os objetivos são bem variados, alguns muito mais fáceis que outros, e nenhum deles dá pontos diretamente. Daqui a pouco eu falo como é a pontuação do jogo... Por exemplo, eu tinha um objetivo que era controlar 3 espaços de montanha, só isso. Outro jogador tinha um que era controlar 5 territórios adjacentes a um lago, ter 2 de dinheiro ou menos e 7 de popularidade. Caralho, isso é muita coisa! Ainda mais que popularidade é algo bem difícil de ir subindo.


Como eu já disse lá no início, o jogo também possui combate. A pancadaria é bem simples. Existe uma trilha de poder militar, que vai de 0 a 16, se não me engano. Quando há um combate, os jogadores indicam em uma roleta quanto desse poder eles vão gastar (no máximo 7), e podem adicionar uma carta para cada unidade envolvida na batalha (trabalhadores não contam). Quem tiver o maior número total, vence. Atacantes vencem empates. O perdedor pega suas peças e leva de volta para a sua base. Caso o atacante tenha expulsado trabalhadores, perde 1 ponto de popularidade para cada trabalhador. Os recursos ficam no local!

Fui atacado várias vezes, inclusive quando queria voltar para a minha base (que estava longe) e não usei nada de poder para perder e voltar, e já sair movimentando novamente daquele ponto. Em outras vezes, me gastei mas desci a lenha nos inimigos.


No centro do mapa há a Fábrica. Se o herói/líder terminar o turno lá, o jogador escolhe uma das cartas da fábrica, que são ações extras que ficam desbloqueadas para usar. Cada um pode ter somente uma, e ficam disponíveis durante toda a partida juntamente com as outras ações do tabuleiro individual.


A condição de fim de jogo e a pontuação do jogo são um pouco incomuns, mas não são difíceis de entender. Cada jogador tem 6 marcadores de estrela. Assim que um jogador colocar todos os seus marcadores, o jogo acaba imediatamente. Mas não necessariamente quem termina o jogo é o vencedor. A trilha de popularidade serve (entre outras coisas menores) para determinar os multiplicadores da pontuação. De acordo com o número de pontos lá, os jogadores ganham diferentes pontuações para territórios ocupados, estrelas já colocadas nos objetivos e recursos. Por fim, ainda é somado o dinheiro.

Nessa partida, um dos jogadores fez uns 80 e poucos pontos, ganhando. Eu, que achei que estava bem mal, e fiquei metade da partida encurralado tomando porrada, fiquei em segundo com 35, seguido por 32 e 28. Gostei do jogo, achei ele um euro com interação e porradaria bem interessante e com alguns elementos originais, e jogaria novamente com certeza. Até mesmo colocaria na minha coleção, mas como JOGO, acho que não vale o quanto custa. Fiz uma comparação com o hype do Blood Rage, que também tem uma arte linda, miniaturas fantásticas e tudo mais, mas que como jogo é só legal.

Vale dizer que jogamos com alguns elementos adicionais, como recursos de resina bem legais e moedas customizadas de acordo com as nações muito, mas muito bonitas. As miniaturas são boas, mas estão abaixo do padrão que já estamos nos acostumando, como em jogos da Fantasy Flight ou CMON. Além disso, mas miniaturas são completamente desnecessárias.

Enfim, gostei do jogo, mas ele é supervalorizado DEMAIS!

Espero conseguir reativar o site e publicar com uma certa regularidade, então acompanhem o canal na Ludopedia para mais análises e relatos de jogatinas, assim como a página no Facebook. Será que em breve também rola um canal no YouTube? Vamos ver...


Ah, um pouco mais sobre a arte do jogo. Vi [url=http://www.ungeek.ph/2016/12/bet-you-didnt-find-these-awesome-scythe-easter-eggs-hiding-all-over-the-board/]essa postagem aqui[/url], que mostra diversos easter-eggs, vale a pena conferir!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Teve jogo! Bruges, Tokaido, Brass e outros...

Malditos sejam!

Artigo publicado originalmente na Ludopedia.

Rolou jogatina em Santa Maria nesse fim de semana. Como vem acontecendo ultimamente, conseguimos o espaço do Templo, uma loja focada em Magic, mas que está abrindo as portas para uns encontros de jogos de tabuleiro.

Cheguei depois que o pessoal já tinha começado a jogar, então teria que ficar esperando. Mas eu não fui o único. Enquanto uma mesa jogava 7 Wonders e a outra jogava o acima da média Brass, iniciamos uma partida de Bruges entre 3 jogadores. Eu nunca tinha jogado o jogo, e estava contra dois caras acostumados a ele já. São poucas regras, a explicação foi bem rápida. Jogamos com a adição da expansão dos barcos, mas deixamos os eventos de fora.

No decorrer dos primeiros turnos fui pegando o funcionamento do jogo, e apesar de uns tropeços, acho que não me saí tão mal assim. Uma coisa que eu joguei errado praticamente metade da partida, foi achar que só poderia baixar personagens em uma construção de mesma cor.

Bom, o jogo tem uma infinidade de estratégias a tomar, que dependem muito das cartas que vem para a mão na rodada. Não achei o jogo pesado, mas ele dá margem pra uma boa AP. A partida não foi muito demorada, e como já era de se esperar, eu fiquei em último. Mas gostei bastante do jogo, e com certeza jogaria novamente.




Logo depois do fim da partida de Bruges, o Brass da outra mesa estava encerrando também.




Em seguida, iniciamos uma partida de Tokaido. Eu tinha jogado uma vez, com 5 jogadores e achei o tabuleiro povoado demais. E essa partida foi também com 5 jogadores. Mais uma vez, achei que algumas vezes ficamos sem muita escolha, já que tudo pela frente está cheio de gente ocupando os espaços.

Mas enfim, jogamos. Eu ainda quero jogar ele com menos pessoas. Falando sobre a partida, meu personagem era o velhote que ganha bônus por ir relaxar nas piscinas naturais. Fui em várias, e ganhei bastante pontos por isso. Disparei na frente durante a partida, mas no fim das contas, não fiz muito mais coisa que isso. Fiquei empatado em último.

O interessante é que cada um buscou uma estratégia diferente. Um dos jogadores foi em praticamente todas as lojas do tabuleiro! Ah, uma coisa que vale mencionar é que eu acho que joguei errado da primeira vez. Pelo que lembro, só pontuamos as coisas no final do jogo. E dessa vez, jogamos pontuando tudo assim que fazia a ação. Pelo que vi no manual, é o jeito certo mesmo. mas achei que assim os pontos dos conjuntos de souvenirs dão pontos demais.



E na outra mesa rolou mais de uma partida de 7 Wonders, e sei que teve também um Smash Up. Eu tive que ir embora depois do final do Tokaido, e sei que a galera ainda jogou Netrunner. E foi isso! As jogatinas continuam acontecendo regularmente, e esse encontro no Templo vai se firmar como mais uma opção no grupo.

domingo, 11 de outubro de 2015

Zumbi Gordo em Essen: Dia 4 - 11/10/2015

Maldito seja o tempo, pois ele passou e a feira acabou! heheh

Artigo originalmente publicado na Ludopedia.

Pro último dia da feira eu fiz uma lista do que eu ainda queria jogar. Entre eles, alguns dos principais lançamentos que ainda não tinha conseguido mesa livre. Mas o dia já começou com atraso do trem, e só consegui chegar na feira perto das 13h, e nesse dia fechava as 18h, diferente dos outros dias que fechava as 19h.

A primeira coisa que procurei pra jogar foi o New York 1901, pois o estande estava bem próximo de onde eu estava. Achamos mesa livre e sentamos esperando alguém pra explicar o jogo. Um casal belga participou da partida também. Tinha um cara passando pelas mesas e perguntamos se ele poderia nos ajudar. Ele abriu um sorriso e disse que explicaria o jogo com todo prazer.






Quando se juntou à mesa, disse que era o designer do jogo. O cara foi muito gente boa, e foi interessante isso, pois além dele explicar as regras do jogo, ele falou um pouco de como foi o processo de criação. Uma das coisas legais que ele contou foi que enquanto fazia o jogo, ele ficava atrás de cartões postais de Nova York do início do século 20, para serem usados como referência para as ilustrações do jogo. E então ele mostrou um pacote cheio de cartões postais, e disse que quem fosse o vencedor da partida, poderia ficar com um deles, que deixou na mesa.



A ideia era conhecer as regras, jogar um pouco, alguns turnos só, e sair. Mas o jogo flui tão bem, com regras simples e jogabilidade interessante, que jogamos toda a partida. O mapa é todo dividido em terrenos de 2 ou 3 espaços, que são separados por cores. O jogador pode no seu turno adquirir um terreno e fazer uma construção, ocupando seus terrenos. Ao comprar um terreno, ele é marcado colocando um trabalhador. Ao acabar os trabalhadores (são 4), não dá mais pra comprar terrenos. Deve-se construir algo antes, ocupando o espaço e liberando o trabalhador. Os jogadores iniciam com prédios menores e que dão menos pontos, e ao avançar na trilha de pontuação vai liberando os prédios melhores. É possível também construir prédios por cima de outros mais antigos. E mais outros detalhes, mas no geral as regras são bem simples mesmo.

E eu venci por um ponto de diferença na frente dos belgas (que estavam jogando como um só). Ganhei o cartão postal!




No final, o belga veio atrás da gente e perguntou se a gente tinha interesse em comprar o jogo. Custava 38 euros, mas se comprasse 2, ganhava mais 1. No fim das contas, sairia 25 euros cada um. Caímos na conversa de vendedor e compramos o jogo! Logo em seguida, teve sessão de autógrafos, e o meu jogo foi assinado. Ah, e comprando em Essen tinha também uma promo, que se não me engano vai ter na loja do BGG.




Tentei achar mesa de Blood Rage ou Conan, mas tudo lotado. Preferi não ficar esperando e partir pra outra, infelizmente. Fui atrás do My Village, que era no mesmo estande do Porta Nigra, que também tinha interesse. Chegamos lá e tinha uma mesa vazia do jogo. Sentamos e esperamos alguém vir. Nada. Chamei uma guria que estava procurando jogadores pra outro jogo do estande, e ela disse que não era explicadora do My Village. Ficamos lá uns 10 minutos esperando, e nada. Cagaram pra nós, e desistimos do Porta Nigra também.

Nesse meio tempo, seguimos caminhando pela feira, vendo coisas que já tinha visto, mas nada de espaço nos jogos mais procurados. Vimos o quebra-cabeça de 32 mil peças sendo montado e acabamos chegando onde estava rolando o campeonato de Carcassonne. E que por sinal, estava acontecendo a semi-final, com brasileiro disputando!



Ficamos acompanhando, e a final ficou entre Japão e Grécia, e a disputa do terceiro lugar entre Brasil e Holanda. O Brasileiro ficou em quarto lugar, e por mais que a gente esteja acostumado a querer que o Brasil fique sempre no topo do pódio, é um baita resultado essa quarta colocação. Parabéns ao Humberto Fukuda!



E acabei assistindo toda a final! Nem ia ver, só ia ficar um pouco, mas o jogo foi rápido e bem legal de assistir. Os caras jogaram com peças gigantes, inclusive uma torre enorme pra guardar os tiles. Detalhe interessante: ano passado, os mesmos caras disputaram a final! Em 2014 o japonês venceu, e em 2013 o grego já tinha sido campeão.

Quanto ao jogo, ele estava bem disputado, com pontuação bem próxima o tempo todo. O japa tinha uma fazenda boa, e o grego já tinha armado o golpe, mas parecia muito difícil de conseguir, devido aos bloqueios do japonês. Em uma cidade bem grande, o japonês conseguiu juntar e empatar a presença. Mas numa das últimas peças, o grego conseguiu juntar os fazendeiros dele e estabelecer a maioria, o que no final das contas foi o que garantiu a vitória dele!


Depois, ficamos andando pela feira de um lado para o outro só procurando possíveis promoções finais. Eu ainda consegui pegar a expansão nova do Power Grid em alemão mesmo, mas isso pra mim não tem problema, já que o jogo não tem dependência nenhuma de idioma e o manual é fácil de achar em inglês. O meu Power Grid nem Power Grid é, é um Alta Tensão, edição da Runadrake! hehehe

Ainda passei no estande da Feuerland pra ver se ainda tinha a promo do Terra Mystica, mas o cara tava em altos papos lá e eu não ia ficar esperando na fila que nem ele tava dando bola.

Fim da história, essa foi minha ida à Spiel 2015. Evento FODA! Que vontade de ir nos próximos! Espero conseguir voltar algum dia, assim como nos grandes festivais de metal que rolam em terras germânicas.

Não comprei tanta coisa assim, mas acredito que minhas compras foram excelentes. Planet Steam, De Vulgari Eloquentia, Hansa Teutonica, Power Grid: The Stock Companies, New York 1901 e algumas outras coisas em promoções.









Enfim, essa foi a jornada do zumbi por Essen! Se gostaram, dêem uma força, curtam a página do Zumbi Gordo, comentem e compartilhem as postagens. Abraços!

sábado, 10 de outubro de 2015

Zumbi Gordo em Essen: Dia 3 - 10/10/2015

Maldita seja a ideia de ver toda a feira na quinta e sexta e deixar pra jogar no sábado e domingo!!! 

Artigo originalmente publicado na Ludopedia.

Hoje a feira tinha muita gente! Toda a cidade de Essen resolveu ir passear lá, eu acho. Dos lançamentos/hypes/jogos esperados/fodões, o único que eu consegui mesa livre pra jogar foi o 7 Wonders: Duel. E gostei muito do jogo! Ele tem mecânicas bem diferentes do 7 Wonders, e mesmo assim consegue manter a "identidade" do jogo, e não é só pela arte.



Não tem draft de cartas, elas são escolhidas de um grid formado por cartas abertas e fechadas, que é diferente pra cada era. Isso é muito massa porque tem vezes que tem que pensar muito bem se vale a pena pegar tal carta, liberando a que está em cima e que pode ser boa pro oponente, ou então pegar uma outra que não ajuda muito, mas forçando o oponente a ter que fazer uma decisão mais difícil.



As regras foram bem fáceis de aprender e a partida fluiu bem. Acho que não jogamos com nada errado. Ele está sendo vendido na feira por 25 euros, e mesmo achando que poderia ser um pouco mais barato, vale o investimento.



Joguei a versão digital de Camel Up, e o aplicativo é muito bem feito. A única coisa que não gostei é que todo mundo vê qual a cor que a gente tá apostando pra ser o vencedor ou perdedor. Mas acredito que ao jogar com um tablet isso aí é eliminado, pois o jogador pode pegar o dispositivo e simplesmente virar só pra ele ao fazer essa ação, coisa que não dava pra fazer com o monitor fixo na parede.


Testei o 011, que é mais antigo, mas nunca tinha visto ele, e é um dos que está em ótima promoção na feira. O jogo tem um monte de mecânicas misturadas, mas que funcionam. O objetivo do jogo é composto de várias coisas: o jogador tem que ter as 15 páginas de uma partitura, tem que saber quem é "O Escolhido", tem que achar a localização do órgão mágico (ui) e levar O Escolhido lá pra tocar a música antes do fim do mundo.


Isso tudo é feito com escolha de personagens, dedução, pontos de ação, movimentação pelo mapa, etc... É uma mistura de um monte de coisa, mas funciona. Pode não ser uma grande maravilha, mas jogamos metade de uma partida e foi bem legal. Pontos positivos extras: total independência de idioma e manual até em português!


Tem também a parte gráfica que é bem interessante. O jogo tem uma ambientação steampunk, e os personagens são os membros da banda Therion. Isso foi o que me chamou atenção lá em 2011, quando o jogo foi lançado, mas nunca tive oportunidade de jogar. Mesmo só gostando do primeiro álbum da banda (que não tem absolutamente nada com o som que a banda faz hoje em dia), tá valendo heheh


No estande da Artic Union (que é um agrupamento de empresas da Finlândia), joguei o Allies: Realm of Wonder. É um jogo de cartas para duas pessoas bem fácil de aprender, com poucas regras e uma mecânica até interessante. Sem muitos detalhes, envolve girar as suas cartas ou as do oponente pra aumentar o diminuir a força delas em cada um dos conflitos. Esses conflitos são pra tomar os terrenos, que é o que dá pontos no fim do jogo. Mas no geral eu achei ele meio chatinho e tem alguns poderes especiais que dão aleatoriedade demais ao jogo.



Outro que joguei foi Roar, que tem como diferencial a utilização de um tablet pra jogar. Nesse caso, é essencial o dispositivo. O jogo é sobre um monstro que está a solta pela cidade, e os cientistas devem capturá-lo. Um dos jogadores controla o monstro e os outros, os cientistas. Com o tablet, o jogador que controla o monstro "escaneia" o tabuleiro, identificando onde estão os cientistas. Ele então escolhe para onde o monstro vai  se mover. Os jogadores que são os cientistas vão escutar quatro sons. Cada um desses sons corresponde a uma esquina do local onde o monstro foi. O objetivo dos cientistas é conseguir capturar o monstro dentro de um determinado número de turnos, antes que o monstro consiga ir nos locais que ele recebe como objetivo no início.

Ah, e o monstro não tem peça física, ele aparece só no aplicativo, que também "vê" o cientistas e interage com realidade aumentada. É bem interessante pra crianças, é como um Interpol da nova geração.



O próximo a ser jogado foi Dino Race, um joguinho bem bobinho de corrida de dinossauros. Basicamente, o jogador vai usando as cartas de terreno pra mover seus dinossauros pro próximo tile, caso ele tenha a carta daquele terreno. Claro que tem umas cartas que sacaneiam os outros e umas outras coisinhas a mais, mas é um jogo pra crianças...




Também joguei Titan Race, mais um de corrida. Cada jogador controla um titã e quem completar 3 voltas no tabuleiro primeiro, vence. Mas a pista tem alguns obstáculos que causam dano, além dos poderes dos personagens e as cartas que fazem coisas variadas. A movimentação é feita através dos dados. O primeiro no turno joga todos os dados, e os resultados são as ações disponíveis a fazer. Podem ser coisas como "andar pra frente duas vezes", "andar pro lado duas vezes", "andar uma vez e deixar uma bomba" e coisas assim. É bem simples também, e bem caótico. A arte é bonita, inclusive com miniaturas bem legais.




Eu queria jogar o Deterrence 2X62, mas as vezes que passei pela Funbox estava tudo ocupado. Se conseguir, amanhã testo o jogo lá.


Procurei o My Village. Eu nunca joguei o Village, e não sei como são as mecânicas ou o tema, então não sei nada desse também. Não consegui mesa pra jogar, só fiquei um pouco vendo o pessoal jogar. E me agradou, fiquei afim de conhecer o jogo.





E por fim, joguei uma pérola chamada "Walk to Jesus". Eu já tinha certeza que o jogo era ruim, mas nunca imaginei que era tanto. A gente sentou pra jogar só pela piada, sem saber que a piada maior era o jogo... Eu prefiro passar uma tarde jogando par ou ímpar que jogar outra partida disso. É um jogo infantil pra fazer uma lavagem cerebral cristã nas crianças. As mecânicas do jogo são bem bobas, que consistem em rolar o dado, mover o peão e fazer a ação do local onde ele parou.


Essas ações podem ser coisas como ir para um dos círculos internos (eu já pensei na hora nos círculos do inferno de Dante! hehe), ficar rezando com a virgem Maria e ganhar uma rolagem extra, ganhar cartinhas de ações desbalanceadas, ou então cair em tentação (representado por um diabinho numa pilha de moedas) e ficar lá até conseguir rolar 1 no dado, e a incrível casa do "pecado" (representado pela cobra), que ao cair lá, o peão é simplesmente eliminado do jogo!


E como vencer nisso? Chegando no círculo central, não é só chegar lá e falar com Jesus. Ele é um cara muito ocupado. Então o jogador tem que conseguir chegar com um peão em um dos arcanjos da sua cor, e estando lá, conseguir rolar um 6. O "diferencial" do jogo é que ao parar na mesma casa que outro jogador, há duas opções. Dá pra mandar o oponente de volta pra casa inicial ou então ajudar o amiguinho, dando uma carta pra ele e ganhando uma rolagem extra! Que bosta né?


O engraçado é que eu tava usando essa camiseta:


É isso! Amanhã tem o último dia, espero conseguir jogar Conan, Blood Rage e mais vários outros, mesmo sabendo que a maioria eu não vou conseguir jogar heheh